domingo, 19 de setembro de 2010

Temporal dos 10 minutos ou 10 segundos


Nada mais a pensar.

Lembrança que se vai como um temporal desarmônico
E destrói tudo que encontra,
Até ser devorado por si mesmo.

Eu, do centro do mundo,
Observo a atmosfera mudar exaustivamente,
Em velocidade inconstante,
E se resumir a vazios diferentes e indiferentes.

Meus lábios secam.
Meus olhos secam.
Meu coração seca.

Contemplo a vastidão de nada na qual tudo se transformara.

Misturo-me àquilo.
Viro também nada.

Passam 10 segundos
10 minutos.

Nada mais a pensar.
Nada mais a falar.
Nada mais a ouvir.

Nada.
Mais nada.

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