quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Movimento Espelho


A noite de teus olhos se refletiu sobre os meus.
Não por mero acaso,
Só continuidade.

teu rosto sério envelhencendo.
E os cacos, partindo com o vento.

Vento que me leva junto, seja lá para onde.

Destrua a mim e destrói a ti mesmo,
Como a lágrima que cai de meus olhos, caindo dos teus.

Não fora (mais) a tristeza,
Tampouco a ódio,
Foram teus atos.

Mínimos e impensados que foram.

E agora,
Eis que sou teu próprio reflexo.

De teus medos,
Tuas iras,
E dores.

Quem sabe até, mais distorcido.

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