domingo, 26 de setembro de 2010

Frutos verdes em noite negras


Noite de frio,
De corpos quentes e corações gélidos.

E nervos à flor da pele.

A brisa que movimenta os cabelos da menina
Também toca mãos sórdidas que os assanham.

Pobres jovens,
Sem suas auréolas e asas.
Sem pureza alguma.

A areia, cegando-lhes os olhos,
O desejo, corrompendo-lhes o caráter,
E a culpa, fugindo de sua mãos...

Jovens,
Pobres jovens.
Apenas frutos verdes, presos numa eterna árvore familiar.

Ingênuos,
Irresponsáveis
Inconseqüentes.

Derretem seu frio externo.
Esfriam seu alma.

Pecam por impulso,
Jurando inocência.

0 opiniões:

Postar um comentário

 
Free Blogger Templates