sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Ventríloquo


Talvez, muito tenho te amado

E tenho te amado tanto
Que meu sorriso não fosse mais meu sorriso
Não me importasse tanto quanto antes
E fosse tão somente teu.

Como minhas danças,
Minhas falas,
Meu fogo,
Que de ti dependem.

E tenho te amado tanto
Que o tempo já passa sem que eu note.

Jogava-me num canto.
Esperava um sinal positivo
Ou qualquer mínimo gesto teu, quem sabe.

E tenho te amado tanto,
Tanto que talvez tenha esquecido de mim mesmo,
Do meu querer,
Meus sonhos e certezas.

Vivendo sempre e somente por ti.

E talvez tenho amado tanto,
Tanto que devesse me amar também.

Um pouco de vida própria, talvez.
Ou uns momentos de felicidade.

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