quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Relativa lentidão


Anos, passando...

Uma girada de ponteiros a mais
Para constar.

Meus pés, cansando do pouco que passou,
Caminhando meramente por caminhar,
Na busca por um refúgio, talvez.

Um descanso às horas difíceis.

Eu, que tanto pensava,
Planejava.
Não agia.

Agora, o receio.

E tudo assim,
Segue devagar.
Tudo passa devagar.

Menos a alegria.
Menos aquele singelo suspiro de realização.

Meu rosto de encontro ao obstáculo.
Ou seria minha vida ?

Tédio,
Cansaço,
E um sem números de perguntas.

Caminho num mar de dúvidas.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Ventríloquo


Talvez, muito tenho te amado

E tenho te amado tanto
Que meu sorriso não fosse mais meu sorriso
Não me importasse tanto quanto antes
E fosse tão somente teu.

Como minhas danças,
Minhas falas,
Meu fogo,
Que de ti dependem.

E tenho te amado tanto
Que o tempo já passa sem que eu note.

Jogava-me num canto.
Esperava um sinal positivo
Ou qualquer mínimo gesto teu, quem sabe.

E tenho te amado tanto,
Tanto que talvez tenha esquecido de mim mesmo,
Do meu querer,
Meus sonhos e certezas.

Vivendo sempre e somente por ti.

E talvez tenho amado tanto,
Tanto que devesse me amar também.

Um pouco de vida própria, talvez.
Ou uns momentos de felicidade.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Renovo


Volta-me, a fé.

De mãos juntas
E olhos fechados, quem sabe.

Ameniza minha dor;
Meu medo de tudo;
E a insegurança, até.

Cá está o sorriso,
Ausente, em outros tempos,
Perdido em meio às catástrofes da mente.

O bem e o mal seguem relativos.
Também, o Gênesis e o Apocalipse.

Volta-me, a fé.
Povoa o subconsciente.

Aproveito melhor meu dia.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Mute


Bate, a porta.

Desfaz-se o silêncio, outrora perpétuo.

Humanos acordando para a realidade,
Quem sabe ñ tão real assim.

E eu, humano, ñ tão real assim,
Desejando um ou outro sonho,
D fácil realização.

Portas se abrem.
Portas se fecham.

Para mim,
Sempre entreaberta.
Na dúvida entre um sim ou um ñ.

E sem os sons do mundo por ñ querer.

Bate, a porta.
Deito-me.
Durmo.


Silêncio q impera.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Descasal


Soh mais uma história d amor como tantas outras...

D tantos beijos, abraços, abraços, beijos.
Pausas.
Ciúmes.

E uma ou outra briga d 10 minutos,
10 horas,
Ou 10 dias.

Ele e ela.
Ele ou ela.
Ele.
Ela.

Dizendo do q o amor eh feito
Ou do q o amor resiste.

Nem tanto, quem sabe.

Fotos.
Sorrisos.

E frases d efeito em dias alternados.

Passa o tempo,
Cai a lágrima,
O amor, talvez.

Bem-me-quer,
Mal-me-quer.

Ateh q as mãos se juntem
Ou se separem d uma vez por todas.

domingo, 8 de agosto de 2010

Reticente interrogativa


Cansado, estou,
D tantas regras impostas,

Dos atos,
Fatos,
E questões do mundo.

Tb, d vc
(Ou dos teus sinais, ditando meu ritmo).

Vírgulas pausando minhas decisões,
Pontos finalizando meus objetivos.
E reticências...

Deixando vago td o sentido da vida.

Abro parênteses para melhor me conhecer.
E aspas, para tentar refletir sobre td.

Confusas palavras, as minhas,
Ñ d hj.
Sempre.

Ou desde aquele sábado estranho.

Talvez, minta sobre mim,
Mais para me proteger da dor
Do q t lesar.

Mas, do q são feitos os homens senão d mentiras grandes ou pequenas ?

Exclamo.
Parêteses novamente.

Olho-t.
Interrogação.
E ponto.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Atemporal


Quis t conhecer,
Pouco mais do q os dias jah vividos.

Do silêncio ao som d discussões.

Pousa em mim,
O desconforto.

Desejando t observar menos,
Reparar menos em teus detalhes,
Teus defeitos,
Teus delitos.

Fazê-los ateh insignificantes.

Quis.
Quis mto, mas ñ pude.

Mal destino,
Talvez.

Lamentos de presença constante.
Sem choro,
Ou qlqr outra expressão.

Soh uma última esperança.

Um último fragmento de tempo,
Em meio a tantos outros, antes falhos.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Tempestade ou Afluente do Rio Solidão


Chuva q lava meus olhos,
Leva consigo td a pureza e inocência
Há pouco conseguida.

Escorre corpo abaixo,
Percorre força,
Fraqueza,
Medo.

O desespero segurando as mãos, sujas.

Os pés caminhando por necessidade.

Exausto,
Procurando vestígios d ar,
Em meio à água,
Torno a esquecer d td.

Cai, a chuva.

Lava meus olhos,
Leva consigo a pureza,
Limpando minha mente,
Louca, antes.

Pouco depois,

Luto.

(Cah estou, afogado em meus próprios sonho.)
 
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