terça-feira, 29 de junho de 2010

Sobre o amor, a guerra, e um coração destruído


Cegaste,
Diante do óbvio.

Palavras se associaram às guerras;
Olhares tornando-se canhões d ódio e rancor.

Da sua boca,
Tiros matando minha alma.
Enquanto no coração,
Mantem-se em teu escudo d orgulho.

E no amor
Como na guerra,

Sem tantos vencedores.
Sem tantas vidas felizes.

Dor,
Amargura,
Depressão.

E,
Msm com a obviedade d minha estratégia,
Perdeste a batalha.

No amor e na guerra,

Vitórias soh surgem após inúmeras derrotas,
Lágrimas
E desespero.

[Levanto-me e novamente me metralhas.]

domingo, 27 de junho de 2010

Na Terra do Caos


Amanheceu
Uma outra vez, na Terra do Caos.

Ñ se ouvem pássaros,
Ñ por ñ existirem,
Mas por jah terem desistido d seu canto.

O sol, antes meu aliado,
Hj, ñ me tem serventia,
Ñ me aquece qnt antes.

Sigo gélido,
Frio, frente ao deserto da minha vida.

Amanheceu
Uma outra vez, na Terra do Caos.

Procuro a luz.
Ñ com tanta esperança,
Nem tanto desejo.
Mas automatizado pelo instinto.

Vozes insistem em se ausentar.

Eu, à procura do desconhecido,
Percorrendo uma semi-reta.
Desviando d falsas curvas.

E continuo em frente.

Amanheceu
Como tantas outras vezes, na Terra do Caos.

E enquanto isso,
Olho para o escuro por trás d mim

(Jurando poder saber o se perdeu).

sábado, 26 de junho de 2010

Sobre o velho tédio, as velhas pessoas e o novo eu


Soh mais uma manhã chata.

Os mesmos cheiros,
Mesmos fatos
E atos.

Aquele velho reflexo do espelho.
Cara conhecida d mim.

- O velho eu.

Soh mais uma manhã para se pensar no q poderia mudar.
Pensar nos velhos defeitos,
Nas mesmas pessoas entediantes...

Talvez se elas mudassem por mim.
Ñ mais eu, por elas.

Talvez, soh talvez,
Eu ñ achasse td, assim,
Chato,
Entediante,

Velho.

Manhã chata,
Velhos rostos,
Velhos fatos,
Atos,
Sonhos,

E um último gole d café.

Talvez eles ñ precisem mudar por mim.
Talvez eu tb ñ precise mudar por eles.

Talvez seja soh uma sensação ruim.

Passageira,
Desde q eu a considere, tb,
Velha, entediante

E ultrapassada.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Sobre flores, verdades e ti


Foi num dia desses,
Num desses encontros casuais,
Q quis acreditar em ti.

Talvez por querer frear o desgaste
Ou por acreditar em qlqr coisa d novelas.

Peguei um flor
Dei-te.

Um belo aroma,
Uma bela aparência.

Como a ti.

Ñ quis palavras da tua boca,
A quis apenas junto da minha.

E d fato foi.

Sorri,
Sonhei,
E quis acreditar em ti.

Talvez por força d momento,
Ou por esperanças demais.

Como uma flor,
Eras tu.

Com beleza,
Com aroma.

Mas com espinhos.

E num dia desses,
Quis acreditar em ti.

Mas ñ acreditei.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Caminhos


E sabe-se lah onde q a vida vai dar

Tantas ruas,
Caminhos,
Rostos,
Dúvidas.

Meu medo de existir
Ou coexistir.

Pássaros voando e cantando.
Enquanto a chuva escolhe um outro lugar.

Entre num beco,
Viro direita, esquerda,

Paro.
Sigo.

Tantos ruas,
Caminhos,
Rostos,
Dúvidas.

Vejo os carros seguindo,
Pessoas seguindo.

E eu,
Parado.

Esperando algo q me guie...

À próxima esquina.

De volta pra ksa.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Sem tantas rimas


Ele,
Diferente dela

Diferente em aspectos tão tolos
Mas em sérios tb.

Ele, diferente.
Ela, indeferente.

Ele queria o mundo.
Ela, um cochilo.

Ele beijava,
Ela, birrava.

Ele subia em árvores para ver a rua,
Gostava de sábados,
Sonhava com a lua

Ela, sentada no chão,
Assistia a novela,
Reclamando do vão.

E assim, seguiam pra lugar algum...

Sem tantas rimas.
Ou muito em comum.

Ele querendo o mundo
Ela, quem sabe, um segundo.

Ele,
Diferente dela.

Tão carente.
Tão bobamente.

Ela, indiferente.

Às vezes, ausente,
Às vezes, paciente.

E seguiam juntos, sem tanta facilidade,
Procurando união, apuros,
Ou quem sabe

Felicidade.

domingo, 13 de junho de 2010

P/ Refletir #26

'Talvez o silêncio
Nunca me perdoe
Por ter dito que te amo
Sou vítima de mim mesmo
De minhas próprias frases
Da minha própria consciência

Tenho procurado entender
A minha vida
Mas as conclusões a que cheguei
Não são nada conclusivas
Esperei o tempo necessário
Para compreender
Que na verdade
Eu não posso ter você

A vida é assim
Eu tenho que me acostumar
Os dias irão surgir
O sol irá brilhar
Aqui

E hoje é o primeiro dia
Do resto dos nossos dias e
Eu ainda espero por você
Entre e feche a porta
Tente me entender
Acalme-se, pois você vai ver
Eu posso te olhar
Também posso te tocar
Mas não com o coração

A vida é assim
Eu tenho que me acostumar
Os dias irão surgir
O sol irá brilhar
Aqui

A vida é assim
Eu tenho que me acostumar
Os dias irão surgir
O sol irá brilhar
Aqui

E hoje é o primeiro dia
Do resto de nossos dias e
Eu ainda espero por você
Entre e feche a porta
Tente me entender
Acalme-se pois você vai ver
Que estes são os meus problemas
Os problemas que não tenho
Que crio em minha mente por você

Por você...
Por você...
Por você...
Por você...
Por você...
Por você...
Por você...'



Banda: Reação em Cadeia
Música: Neurose

http://www.youtube.com/watch?v=FloskERrn7w&feature=watch_response

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Enquanto Juliana sorria


Depois d tudo,

Juliana girava em torno d si,
Guiava o mundo na direção d seu dedo,
Enquanto dançava rock, forró

Ou uns instantes d valsa.

Juliana temia o futuro por temer o passado,
Chorava rios perenes tão simplesmente por querer,
Falava línguas estranhas,

E mostrava a sua, tb.

Juliana sorria com as amigas,
Cantava Raul, Caetano, Legião,
Acertando a letra

Mas errando a nota.

Juliana fazia brigadeiro, caras e bocas,
Pintava o cabelo d loiro,
Sonhava ser juíza, ser segura, ser esposa

Ser perfeita.

Café, sorvete, vodka
Ou suco d frutas no almoço.

- Posso jogar com vc ?
- Não.


Daí tanta amizade.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Você em mim


Desejo, ñ o bastante.

Nem choro,
Nem beijo,
Ou seu afago naquela noite fria e densa.

Falta-me mais d vc.

Um mundo, talvez.
Minutos d sinceridade
E aquele seu olhar d criança qnd v um doce.

Dah cah um abraço,
Convença-me sobre o amor,
Faz d minha alma seu espelho.

Ñ bastasse meu desejo,
Tens minha força.

Mas
Falta-me mais d vc.

Mais para q possa fazer d mim,
Seu.

terça-feira, 1 de junho de 2010

O Livro da Vida - 02 Tensão

Fato nº 02 - Orgulho

Existem n fatores que podem definir o sucesso ou não de uma relação. Contudo, o grau de importância que cada casal dá a estes fatos é extremamente subjetivo. Alguns podem brigar todos os dias e, mesmo assim, manter-se juntos por anos e anos, outros casais, no entando, nem chegam a discutir, e terminam em poucos meses.
O que pode ser nocivo a um namoro pode não ser a outro. Assim, ciúmes, falta de carinho, brigas, xingamentos, além de tantas outras coisas que poderiam destruir a vida de um casal, às vezes, podem ter efeito contrário.
Sim, de fato é bem estranho admitir uma afirmação dessas, mas se olharmos em volta, veremos a grande quantidade de relacionamentos com estes tipo de 'defeitos' e que, ainda sim, estão fortes e duradouros.
Entretanto, algumas situações requerem mudanças drásticas, pois por mais que se suporte alguns desses defeitos durante certo tempo, existe um ponto limite que pode definir tudo.
Pode-se dizer que o orgulho é um desses defeitos.
O fato de não correr atrás da pessoa que se gosta pode até funcionar no começo da relação, mas depois de um certo tempo, termina por fragmentar os sentimentos de uma parte ou outra.
Dar o braço a torcer em alguns casos, pode não ser sinal de fraqueza ou submissão.


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Eles haviam tido um tarde ótima.
Tudo parecia tão perfeito que nada seria capaz de destruir aquele bom momento.
Mas não era bem assim. Tinha que haver um motivo para aquilo se tornar tenso.
Divergiram durante muito tempo, por mais que parecesse por um motivo pífio.
Ele se entristecia ouvindo as palavras que vinham da boca dela. Sabia que o amava, contudo não conseguia entender o porquê dela ser tão teimosa e tão orgulhosa.
Após duros minutos de silêncio, ele resolveu partir. Não agüentava mais aquele clima pesado que se formara.
Abraçou-a, ainda que a cara dela permitisse entender que ela não queria o abraço. Baixou a cabeça e virou-se.
'Ei... Espera!', ouviu, quando já havia descido três degrais.
Ao voltar, foi surpreendido com um beijo acompanhado de uma suave 'boa noite'.
Ele não entendia tudo aquilo. Não entendia até quando ia agüentar.
Olhou-a nos olhos, deu um sorriso magro e saiu.
 
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