quinta-feira, 27 de maio de 2010

Despedida


Olhe, o fim...
Passou e nem ao menos deu tchau.

Talvez,
Desfeito em meio ao tempo.
Perdido.

Ñ olha pra trás;
Ñ me sorri;
Nem um adeus.

Ou bj d canto d rosto.

Passou por mim,
O fim.

Sem cerimônia,
Ou emoção.

Com ar cansado,
Ofegante d raivas, dores e lamentos
E cabeça baixa.

Fechou a porta,
Foi-se.

E eu,
A esperar o recomeço.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Falando de Amor


Qnd ali sentei,
Ñ quis q fosse soh mais um devaneio tolo,
Um bem provisório.

Meu coração quis falar,
Remeter ao tempo em q éramos nós
Tão próximos e longe do mundo.

Quisera eu
Perceber q no amor (como no ódio) há d haver rancor.

Qnd ali olhei em teus olhos,
Ñ quis notar o mar d dúvidas em q afogávamos,
Dia e noite.

Ver q as lágrimas caíam,
E saber q elas sempre secariam
Ateh q a vida a seu rosto.

Quisera eu
Perceber q no amor (como na tristeza) há d haver dor.

Qnd ali segurei tuas mãos,
Ñ quis pensar no quão frias se tornaram
E para sempre, soltá-las.

Sentir teu calor indo d encontro ao meu,
Proclamando o desejo como parte d nós msms.

Quisera eu
Perceber q no amor,
No ódio,
Na guerra,
Ou neste lugar em q estamos,

Há d haver alguma coisa.

Algo q nos liga,
Nos faz querer a nós msms.

Bem ou mal.
Nós, juntos.

Quisera eu
Perceber q talvez tudo ñ passe d um sonho
Ainda ñ sepultado pelo tempo e pela lógica.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Velas da Vida e da Morte


Apagam-se as velas.

Um aniversário.
Um velório.

Indiferentes.
(Ou ñ).

Calor d um abraço,
D um bj.
Frio provindo da morte.

A menina soprando a vela,
Ri.
Contrasta com o choro da velha senhora,
Estremecida pela dor da perda.

Dias q vem.
Dias q vão.

Aniversário.
Maturidade.
Proximidade da morte.

Meus Parabéns.

Adeus.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Sofrível


Silêncio!

Cala-t, assassino do amor!
Afasta-t do q ñ for de tua fiel e amarga dor!

Exclamo por saber de teus atos!-
Ñ d teus fados,
Ou medos.

Na tua sina, pesdeste-te.
E do teu sangue, bebeste.

Agora,
Engulas a deplorável e enraisada sensação da solidão;
Senta-te ao pé da mesa,
Faz das sobras, banquetes!

Q sofra...
Ñ pelo q fizeste,
Mas pelo q deixaste d fazer...

Sofra...

domingo, 16 de maio de 2010

Sobre o confuso sentimento de Ódio


Odeio-te!

Detesto o jeito como me olhas,
Mantendo-me distante do juízo perfeito,
Fazendo-me teu dependente.

Foi por ti q mudei,
Q amadureci,
Mas, por ti, sofri
[e sofro].

Odeio-te!

Por ñ ter forças para seguir só,
Odeio-te.

Em ti, restaurei a vida
Conheci a morte.

Sorri,
Chorei.

Odeio-te.

Sem sim,
N,
Ou talvez.

Odeio-te
Por amar-te tanto.

sábado, 15 de maio de 2010

Do novo mundo


Apenas mais um dia...

Apenas mais alguns instantes ateh a nova brisa tocar meu rosto;
Ateh meu novo rosto comteplar o mundo...

Exterior gélido
Por inteior fervente.

Do mundo,
Pássaros buscando abrigo da chuva;
Amantes brigando abrigo entre si;

Vejo todos,
Felizes ou tristes,
Mas, todos.

E espero alguns instantes, mais.

Ateh q, do novo mundo,
Meu mundo novo,
Nasça um novo eu.

Mais forte,
Mais maduro,
Mais simples.

Mais vivo.

Exterior gélido
Interior fervente.

Do novo mundo,
Um novo eu.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

O Livro da Vida - 01 Alteração

Fato nº 01 - As circuntâncias

Ouço, até com uma certa freqüência, que, num relacionamento, quando se quer chamar atenção de uma pessoa, basta dar um certo 'gelo' nela, algo como um tempo pra sentir a falta e tal. 'Seja firme e espere, pois ela certamente virá atrás', garantem.
Até então nunca tinha precisado chegar tal ponto pra chamar atenção de alguém, pra dar um 'acorda, senão você vai me perder!'. Então, mesmo não sendo muito o meu forte, resolvi tentar fazer isso.
E... Não é que funciona ?!


---------------------------------------------------------------------------------


Ele havia acabado d voltar da ksa da namorada e td se mantinha naquele mesmice d sempre: Um período d silêncio; outro para as ótimas batatas-fritas industrializadas q costumavam comer; uma conversa descontraída e engraçada sobre a vida; uma DR; e, por fim, um beijo d despedida daqueles d cinema.
Ele se cansara disso.
O vento frio daquela noite d domingo encontrava seu rosto e fazia seus olhos lacrimejarem.
Lágrimas. Ironicamente, lágrimas.
Pegou seu celular - um daqueles modelos bem básicos, com câmera e um rádio fm - e ficou durante algum tempo olhando para aquela foto q se mantia como papel d parede há meses. Era a foto dele e d sua namorada, a primeira deles dois como casal, qnd mal haviam completado duas semanas d namoro. Estavam abraçados e sorrindo. D fato, um casal feliz.
Uma lágrima escorreu pelo seu rosto ateh pingar no chão da calçada.
Balançou o rosto e falou em voz baixa, qse imperceptivelmente: 'Basta.'
Segundos depois, em seu celular encontrava-se uma foto dele, sozinho, sorrindo. Aquela foto se revezaria com a do casal tds as vezes q ele encontrasse e desencontrasse da namorada.
Ñ era uma traição, apenas a forma q ele encontrou para esquecê-la um pouco.
(Estava dando certo...)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Naquele dia

Naquele dia,
Recordei-me das nuvens pesadas sobre minha kbça,
Lembrei q meu chão ñ mais existira.

Naquele dia,
Gravei, em minha própria carne,
Marcas do arrependimento e da angústia;
Tratei d aniquilar as dúvidas do sim e do não.

Naquele dia,
Notei a carência se fazendo presente,
Percebi q abraços e bjs podem representar mentiras
E q atitudes injustas podem passam despercebidas pelo coração
[Mas ñ pelo cérebro].

Naquele dia,
Numa manhã singela como tds as outras,
Refleti sobre meus atos,
Sobre o quão tolo havia sido.

Naquele dia,
Vi q minha juventude ñ passava d fragmentos medíocres,
E q a maturidade q achava q tinha era um qse nada,

E entao,
Qnd finalmente minha mente havia calado,

Sorri.
Ñ por vontade,
Mas por necessidade.

Diante de tantas outras,
Minha vida pod ser um paraíso.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O Livro da Vida - Fatos em aberto

Introdução

No começo, são os pais que apontam a direção para onde os filhos devem seguir.
Em questão de tempo, as crianças crescem e aprendem que, de fato, seus pais a ensinaram algo de bom, que puderam mostrar o que pode ser bom ou ruim na vida.
Contudo, frente a possibilidade da descoberta de novos horizontes, a vida nos guia a certos caminhos, podendo levar tanto à vitórias alegres e a deploráveis derrotas. No meio de tudo, milhares de dúvidas e respostas, que nem semmpre se encontram no mesmo intervalo de tempo.
No momento em que se nasce, tem-se uma vida de dúvidas. Um livro em branco, onde se pode escrever cada capítulo como se fosse o último. Um livro em branco que pode, em instantes, se tornar uma comédia, um drama ou uma aventura.


------------------------------------------------------------------------------


Nascia mais um dia em sua vida.
Abrindo a janela, logo procurou contemplar kd nuvem q pairava naquele céu cor de fogo.
Fosse um dia favorável ou não, ele tinha que enfrentá-lo.
Levantou e, mesmo ainda confuso, seguiu...
Com ou sem coragem, ele seguiu...

...para a guerra ou, mais precisamente, para sua própria rotina.

Limite


Olho o céu...
Perco-me em sua vastidão.

Azul infinito,
Traçado d norte à sul, d leste à oeste.

Perco, tb,
Em mim,
Procurando encontrar d onde vem essa paciência td.

Se um dia me desgasto por completo.

Talvez assim eu deixe esta qse-morte à qual pertenço.
Ou talvez assim,
Seja, d fato feliz,
Como sou com amigos, amigas, mãe, pai, irmã, cão.

Corro,
Percorro.

Perco-me.

Eh meu limite.
Eh minha sina.

Retiro o peso sobre minhas costas.

Entrego-me à vastidão azul.
Reencontro a felicidade.
 
Free Blogger Templates