segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Casulo ou A Quase-Metamorfose


Crescendo do desdém d quem admira,
Envolve-se em uma carapaça gélida e intrigante...

Q d tão fria, corta-lhe a derme,
Aquecendo-se através do sangue ardente.

Diante d tantos outros,
Fosse soh mais um inseto,
Menosprezado como os outros,
Esmagado como os outros

Medíocre como o restante...

Larva colhendo d árvores infrutíferas,
A mísera alegria d viver.

Rastejando-se a qlqr feixe d luz
Ou a qlqr mão q a apedreja.

Q busca, senão a humilhação ?

Um amanhã mais bonito.
Mais sincero, talvez.

- Rompe-se a carapaça.
Nasce a borboleta.

Bate asas e se vai...

Quer aproveitar suas poucas horas d vida,
Ou quem sabe, aquele vôo tão único qnt suas cores.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Gare.

Ele sabe, eu tenho certeza de que ele sabe.
Sempre soube.
Não poderia ser de outra forma, ele estava fadado a saber desde o início.
Eu só fiquei sabendo depois que passou.
Depois que todas as estrelas jaziam no chão lavadas pela chuva, depois que o
céu voltou a ser azul com nuvens escassas, depois que a madrugada se foi e que as palavras,frouxas, perderam o sentido dispersas pela névoa.
Agora ele me olha através do vidro com seus olhos risonhos, mesmo sério ele tem os olhos risonhos e isso até que é divertido.
Sempre achei que os olhos dizem muito sobre as pessoas, mas depois de ouvir bastante que tenho olhos meigos e curiosos, mudei de idéia.
É engraçado como sempre desando à falar besteiras, onde eu estava mesmo?
Ah,sim ele ainda está me olhando pelo vidro, sei que ele não vai falar nada, ele nunca fala.
Mas sei que na hora de partir ele vai se aproximar e me abraçar desajeitadamente,passar as mãos pelos cabelos eternamente despenteados e irá sem olhar para trás.
Ele não sabe mas é exatamente esse jeito desajeitado de quem está com medo que me encanta.
E eu sentarei naquele banco azul, desamarrarei e amarrarei meus cadarços um sem número de vezes, esperarei que aquela tempestade finalmente desabe e assim, desbotarei aos poucos.
Mas não lamento, não tenho culpa se as cores eram visíveis a todos e um mistério pra mim.

Cinema Mudo


Diz-me o q eh a saudade !

Por que a dor ?
Por que ?
Diz-me !

Lembranças passando por minha kbça
Como o velho cinema mudo d tempos atrás
Lentamente, tomam-me por completo.

Fatos ausente em obras d Shakespeare ou Chapplin,
Atos dirigidos, assistidos e aplaudidos por mim msm.

Nesse drama inquietante
Choro um pranto verdadeiro
Msm sendo soh coadjuvante.

E qnd abro os olhos:
Oh, saudade !

Aquela estrela madura q tanto critico
Eh minha inspiração diária.

Torno a fechar os olhos
Torno a dela lembrar-me

Torno a voltar a vida q gosto.

Silêncio.
Calmaria.

Fim.



Dedicado a sra. Mª Izabel Santos, por me agüentar, me ensinar a viver e me dar a mão sempre q precisei. T amo, mãe.

P/ refletir #24

Vi essa citação em algum lugar na internet, achei interessante e gostaria d compartilhar c/ vcs:



"Muitas vezes quando nos apaixonamos parece que nada mais tem importância à não ser pensar naquele alguém, esquecemos de nós mesmos para viver a vida do outro e quando nos damos conta, perdemos muito tempo sem se olhar bem fundo no espelho e gostar de si mesmos e principalmente nos respeitar. Por que se não gostarmos de nós, como será possível alguém gostar e respeitar os nossos sentimentos? Sem saber que devemos nos amar e nos permitir a felicidade, sim porque ela está em nós, apenas em nós e assim podemos compartilhá-la com o outro. Em certos momentos parece que o amor anda fugindo da gente, mas nunca deixe escapar um amor muito especial: o amor próprio!"



Nos dar um pouco mais d valor ñ vai fazer com q deixemos d dar valor à quem gostamos. Sou um pouco suspeito pra falar qlqr coisa sobre isso, mas a partir d hj, quero viver pensando em mim tb.
Eu tb sou importante.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

P.S.:

Passando por pequenas turbulências...

Novos post's em breve.

Enquanto isso, deixo vcs com a Luísa =D

(desenrola aew, gata =* )

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Prisão


Coragem me falta

Pra mudar o mundo
Ou essa mínima porção d vida,

Dita 'minha'.


Pouco,
Qse tão pouco qnt minhas voltas na roda gigante da vida...

Fosse, talvez, para parecer patético,
P/ q td melhore

Ou, ao menos, aparente melhorar.

Um breve consolo,
Ou leve ilusão,
Quem sabe...

Mundo q ñ eh mais meu.

Pessoas,

Canção dos pássaros,

Ou aquela janela pela qual via o bosque.


Negando ou satisfazendo minhas dores,

Entrego-me à dúvida

Depois,

O repouso...

Palavras ñ saídas d minha boca.
Ateh hj escondidas,
Descansam,

Enquanto tramam sua fuga...


[Nem td mau pensamento tem uma má conseqüência...]

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

De como a pérolA se lançou ao porcO.

Saiu de casa decidida, aquilo não era justo, não poderia.
Na hora inventaria algo, saberia se esquivar embora no íntimo soubesse
que isso era impossivel, afinal estava indo por vontade própria.
Durante o trajeto desejou que o ônibus fosse invadido por alienígenas,
que houvesse um terremoto ou simplesmente que o pneu furasse e a
fizesse dar meia volta.
Mas o ônibus seguiu seu caminho sobre o asfalto esburacado.
Cada solavanco fazia com que lembrasse do que estava deixando para trás
antes mesmo que houvesse existido.
Não se pode negar que estava feliz, e isso era o mais sórdido.
Sorriu ao descer do ônibus e ouvindo uma música imaginária, foi tentando se equilibrar no meio fio
no curto espaço até lá.
Começou a cair uma chuvinha miúda que aos poucos foi aumentando de intensidade,
rodopiou sem se importar com as pessoas apressadas
que se maldiziam por terem saido sem um guarda-chuva.
Chegou lá ensopada e seus tremores de frio serviram para esconder sua ansiedade.
Braços quentes a envolveram, notou a ausencia de um sorriso amável, mas não importava,
fazia parte do jogo.
Movimentos suaves, êxtase mudo, crescente.
Teve tempo de achar engraçado o fato de se sentir mera expectadora.
Silêncio.
Lá fora os cristais de chuva voltavam a ser apenas água.
 
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