sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Versos sobre o quase fim


Após a devastação,
Tempestades se vão ao horizonte...

Casas e muros, antes destruídos,
Reconstroem-se.

E as vidas,
Elas tb.

Como um pranto,
A água escorre por entre as ruas,
Formando rios com o passado.

D mãos dadas,
Um menino e uma menina.
Observando o ontem ir embora.
Observando o fim dos porquês.

Observando o recomeço.

Seus olhos brilhavam.
Suas almas, renovadas,
Dançavam dentro d seus corpos.

Voltaram-se p/ direção oposta à tempestade.
Sorriam.

E seguiram juntos, ond quer q o destino os levasse.

(Dias d sol iluminariam seus dias d agora em diante)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Fábula sobre o amor e o ódio


Era alguém querendo descobrir a tal felicidade...

Confiava nas pessoas;
Acreditava q em corações puros
E q o ser humano possuía falhas,
Ñ maldade.

Inocência, talvez.

Necessidade d decepções.
Decepções q vieram.

Aquela dor nunk antes sentida,
Agora, nunk depois esquecida.

C/ uma visão mais clara,
Ela amava.
Ele odiava.

Feridas cicatrizam
Mas deixam marcas.

Marcas p/ toda uma vida.

Agora, podia sorrir d verdade.
Estava livre.
Possuia sentimentos nobres...

Amor.
Ódio.

Sentimentos complementares.
Segredos d vida.

Um mundo novo o esperava.

Enquanto houver encanto


Enquanto em ti ver troféus,
Competirei com tds,
Vencerei kd prova ou obstáculo.

Enquanto em ti notar flores,
Sentirei o perfume mais puro,
Matarei d inveja tds os outros jardins.

Por tempos.
Enquanto o encanto existir.
Ateh q nossa dependência mútua resista.

(Ou ateh o primeiro sinal d decepção)

Enquanto d ti esperar bjs,
Descansarei tranqüilo,
Sonharei c/ as mais belas e impossíveis histórias.

E enquanto d ti sentir o amor,
Possa ser q sejamos felizes,
Possa ser q vivamos juntos,
Caminhando s/ temer nd ou ngm.

Por tempos.
Enquanto o encanto resistir.
Ateh q nossa dependência mútua exista.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Sobre olhos abertos & ilusões


Quisesse perceber aqueles gestos,
Gostar d td aquilo
(Msm sabendo da impossibilidade ali presente).

Daqueles sinceros votos d felicidade
À amarga dúvida,
Um curto espaço d tempo, talvez.

O amor lhe encantava os olhos.
Os olhos, ñ a mente,
Ñ o coração
Ou aquela sensação d q nd era tão maravilhoso.

Por que amor ?
Por que ele ?
Por que ela ?

Da singela brincadeira
À concreta ilusão.

Seguia se perguntando.
Seguia a abraçando.

E a beijava d olhos abertos,
Ñ por falta d afeição,
Mas por medo do escuro ou desconhecido.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Hiato


Talvez fosse uma falha, apenas,
Ironias do destino ou algo parecido.

Chuva caindo,
Relâmpagos iluminando aquela noite sombria,
E uma voz.

Melodiosamente,
Ludibriava-me,
Ignorando qlqr q fosse meu ato,
Minhas respostas àqueles estímulos.

Lah estava eu,
Imóvel,
Observando a figura perfeita q se formava diante d meus olhos.

Parecia-me cotidiano,
Mas, ñ pude recordar.

Aquele corpo,
Aquela voz.
Td.
Td transbordava vida.

Eu,
Sem palavras,
Pude apenas ouvi-la, distante:

- Desculpe, por favor, desculpe,
Disse-me.

E se foi.

Sob tonturas,
Pego uma rosa branca caído ao meu lado.

Depois,
Uma dor aguda
Seguida d gotas d sangue q rolam d meus dedos...

Uma dor aguda.
Um suspiro reprimido.

Vejo um portão iluminado se abrir próximo a mim.

Olho novamente minha mão.

-
A beleza e morte são algo fascinantes.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Mundo


Percebi q falava do mundo...

Q ele ñ eh soh essa grande esfera boba
Habitada por seres igualmente bobos q, por sua vez,
Têm decisões tão bobas qnt si msm...

Q ñ era soh um punhado d areia, água e ar,
Às vezes dando forma à engenhosas esculturas
Ao passo d, por vezes, destruí-las...

Pouco mais q isso...

Prédios, casas, cães, gatos, carros, motos
Aviões, barcos, homens, mulheres,
Heteros, homos, brancos, pretos,

E td mais q possa vir a existir.

Subjetividade, talvez...

Meu mundo,
Inverso ao demais.
(Inverso demais)

Meu mundo,
Meu,
Tão somente meu.
Donde quer q eu esteja...

Ergo a kbça,
Giro o corpo ao redor d mim msm.

Um ponto d vista qlqr.

Sim.
-
Um tanto subjetivo esse tal conceito d mundo,
Eu diria.

Giro meu corpo,
Gira o mundo.

Dia.
Noite.

Gira o meu mundo.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Ocaso

Quando abri o guarda-roupa, ele estava lá, me encarando com seus olhos opacos e um permanente sorriso debochado.
Sensações controversas me invadiram, sentira saudades dele apesar de ainda acordar gritando no meio da noite sentindo queimar as cicatrizes que ele deixara.
Com uma pontada de decepção, constatei que ele perdera as cores, e assim desbotado e cheio de poeira parecia ter encolhido embora eu soubesse ser impossível, aproximei-me para vê-lo melhor e percebi que havia uma rachadura abaixo do olho esquerdo.
Quando tentei pegá-lo, se desfez nas minhas mãos.
Mecanicamente, fui buscar o aspirador de pó.

Silêncio em vermelho


Uma garotinha brinca no jardim.

Sorridente,
Sem preocupações,
Usando vestido tingido d vermelho,
Deita-se
E abraça sua bonequinha d pano.

Feliz,
Ela parece feliz.

Feliz,
Ñ fossem as circuntâcias...

Um garotinha cai no jardim.

Assustada,
Sem pretensões,
Usando vestido vermelho sujo d sangue,
Cái
E abraça o corpo imóvel d sua irmã.

Ñ,
Ela ñ estava feliz.

Poderia,
Ñ fossem as circunstâncias.

Ñ fossem as circunstâncias,
Td seria melhor.
Sem esse drama todo,
Essa maldita dor q me atinge,

Esse impiedoso silêncio.

[...]

Entro em meu quarto.

Indiferente,
Sem expressão alguma,
Usando uma blusa surrada pelo tempo,
Sento-me
E abraço a mim msm.

Jah ñ sou tão feliz qnt antes.

Estou soh.
Ñ feliz.

Poderia,
Ñ fossem as circunstâncias.

[Prossegue, esse cruel silêncio]

domingo, 10 de janeiro de 2010

Sobre Insanidade.


A pouco,
Chamaram-me d louco.

Sim, louco.

Desses q ñ vimos em qlqr esquina,
Ou melhor,
Desses vivendo entre grades, gritos e tranquilizantes...

Qnd o melhor da mente humana se faz presente.

Mas,
Q sou, afinal ?
Sou louco ?

D fato, sou.

Por ñ ser tão sensato qnt esperam;
Ou ñ tão decidido.

Ñ tão sério,
Tampouco centrado,

Sou louco.

Amo.
Sofro.
Choro.

Amo.
Vivo.
Sorrio.

Sigo a gargalhar do cotidiano.

Chamam-me d louco.

- Ferrem-se. Sou soh + 1.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Num dia qlqr


Hj,
Um dia qlqr,
Desses q folheamos em jornais.

O mundo.
E a vida.
E tudo + q seria (ou eh) possível...

Ao me redor,
Bêbados,
Nerds, Hackers,
Noivos, viúvos,
Homens, mulheres e crianças

Exigem do amanhã
O q ñ souberam ganhar hj...

Desejam céus,
Terras,
Mares,
Guerras

Pequenos tributos ao vivos,
E choro dos mortos.

Atrás da porta,
Nem anjos,
Nem demônios,
Soh um garotinho ingênuo aprendendo...

Ñ quer saber d ond vinham as coisas,
Mas o pq delas virem.

Pobreza,
Riqueza,
Desigualdade.

Ou trovões
E relâmpagos...

Pq ?

Segue o tributo aos vivos.
Segue o choro dos mortos.

Mais a frente,
Freneticamente,
O garoto ri.

Ainda ñ sab pq,
Mas

Ri.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

A Praia


Na praia,
Ouço as ondas quebrando na praia,
Uma após outra.
Misto d violência e blz.

Lembram a vida.

Os sucessos e derrotas q vêem e vão,
E q tanto nos marcam
Pro bem ou mal.

Vejo um velho brincando com a criança;
Vejo meu passado,
Meu futuro.

Vejo uma evolução,
E um retrocesso.

Na praia,
Noto lágrimas escorrendo d um rosto sorridente.

Lágrimas mentirosas,
Como muitas q jah vi e jah criei,
Em meu rosto ou ñ.

Percebo quão maduro ou imaturo sou,
Ond preciso melhorar ou piorar.

Na praia,
Uma mulher,
Um homem,
Um bj.

Daí o calor,
O frio,
A coragem,
O medo.

Na praia,
Ateh q o sol se pôr...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Sobre Portas & Despedidas ou Medo do Futuro


Numa suave brisa,
A porta se fecha...

Na msm intensidade d qnd soprava naquela tarde,
Enquanto contemplávamos o mar
E a pureza d um bj.

Enquanto vivíamos a doce perfeição...

Estranha-me, essa sensação d perda.

Desencoraja-me;
Prende-me;
Enfraquece-me.

Mas cah estou,
D pé,
C/ ela.

Dias sim,
Dias não.

Eu e ela,
Seguindo na torcida pelo 'sempre'.
Kd vez q olhamos um ao outro.

A brisa sopra uma vez mais.
A porta se fecha.

Nossos corações,
Entreabertos.
E nosso conceito d perfeição e amor,
Peculiar.

Beijo-a.
Despeço-me.

E ateh outro dia.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Sobre lágrimas, melodias & punições


Gotas d'água escorrem pelo meu rosto...

No céu,
Luzes multicoloridas cintilam,
Cruzando meus olhos,
Cegando-me.

Um ambiente atípico.
Um fundo melodramático.

Em mim,
Uma vez mais,
A decepção.
Vontade d ter o q ñ posso;
[D querer o impossível].

Angústia se combinando c/ revolta
Ou gotas d chuva, c/ lágrimas.

Eis q ouço uma voz melodiosa.
Canta uma canção q há muito esperava,
Q há muito ñ ouvia.

Pretexto falho (?)

Qnd um bj se torna um crime;
As lágrimas são o julgamento,
E o fim,

A punição.

 
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