quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Ano Que Vem


-Beijos e abraços a todos,
E entregou-se ao mundo.

Medíocre vida que tanto o maltrata;
Cruéis pessoas que há tanto o entristecem.
Insano mundo de pecado e egoísmo,
Saciando apenas sua sede de prazer e falsos sonhos.

Frio, rancor ou dor.
Brio, cor e amor.

Desejo de alegria desalmado por receio;
Desarmado na covarde ilusão do perfeito.
Álcool para a mente.
Cama para o corpo.

Dias,
Meses,
E um último brinde.
Tôla e persistente esperança.

Ano que vem já veio
E o aproveitou.

Jogou-o fora,
Fez-se ser esquecido
E voltou para lhe cobrar o pouco que sobrou.

-Beijos e abraços a todos.

E mais uma peça pregada pela vida.

Seus sonhos, antes sonhados por outros.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Leve Saudade ou Leve-me a Saudade


Só uma data, talvez.
Uma noite,
Umas horas
Saudade terrível a me acompanhar.

Enquanto meus lábios mascarando sorrisos,
Palavras de carinho adentrando em meus ouvidos.
Palavras de outros para outros.

Minha dor,
Só minha.
Que tanto quis,
Só para mim.

Distância que me separa do resto de meu eu,
Força de agora e sempre.

Rostos me sorriem em resposta,
Não sabendo do mal que me aflige,
Fazem silenciar minha voz frente ao arrependimento.

Dor opcional.
Saudade corrosiva.

E um 'até logo' como compensação.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

(Re)Encontro


Voltei, amor.
Voltamos da dor.

Preparas teu corpo.
Guarde-me em teus braços levemente aquecidos;
Apóie meu rosto feliz sob teus ombros;
Enxugue esta minha lágrima de alegria.

Beija-me,
Como se fosse nosso último beijo;
Sinta-me,
Como se fosse a última batida de seu coração.

Esqueça do mundo, amor.
Ele esquece de nós
Viva comigo intensamente.

Segure minha mão,
Caminhe ao meu lado pelo tempo e pela vida.

Sorria.

E beije-me um pouco mais;
Afague-me um pouco mais;
Ame-me um pouco mais.

E compartilharemos o calor da eternidade,
Esta que nos foi reservada.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Dolor


Veio a dor.

Temporal do fim dos tempos,
Arrancando de meu peito a alegria de dias atrás,
Toda esperança,
E a graça da vida.

Veio a dor aliada à culpa.
O passado me cobrando seu preço.
Caro, tão caro que talvez não possa pagar.

Veio a dor aliada ao medo.
O frio da solidão que me congela e me faz tremer,
Paralisando meus movimentos
E meus pensamentos.

Grito seu nome.
Imploro.
Desespero-me.
Abismo escuro e profundo, esse.

Veio a dor aliada ao seu rancor.
Ignora-me.
Cala-me.
E tenta me esquecer.

Dor.
Essa que me maltrata.
Deixa-me lições.

Alegria,
Esperança,
Graça, que se foram.

Fica a dor.

E as nossas recordações que me fazem acreditar.

Não um 'adeus',
Mas um 'até logo.'

- Leva contigo meu coração
E devolva-me quando voltar.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Cumprimento Póstumo


Lá se ia o futuro...

Sem me olhar,
Sem me guardar,
E nem ao menos me dar um 'adeus'.

Não me perguntou como estava;
Não me perguntou se queria;
Apenas se foi, levando consigo seu desgosto,
E aquela tristeza profunda que sempre o (de)tinha.

Eu,
Sozinho,
Sem futuro,
Sem presente

Só com o mundo.
E o lamento dos fracos.

Virou na última esquina,
Tombando em si mesmo,
Sem um rumo certo, talvez.

Dúvidas de toda uma existência.

Meu futuro, de fato.
Incerto,
Reticente...

Não se foi, afinal.

Apenas segue em círculos,
Ao meu redor,
Temendo a si próprio.

No fim, não fora a falta de um adeus...
Só um 'olá' confuso, desconfortável e receoso.

Fututo inexistente, até.
Não gerado ou morto e sepultado.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Acaso


Olhei de lado e vi a felicidade.

Vestida de branco,
Sorriso na cara,
Olhos reluzentes,
Encarava-me.

E me hipnotizava.
A doçura de um beijo não fosse pouco, afinal.

Convivência conturbada que tivemos,
Estremecida por acasos,
Por meu medo do outros
E de mim mesmo.

Eu e a felicidade,
Na recíproca de um olhar,
No desejo de um abraço,
Separados por alguns passos.

Curtos passos separados por um abismo de desconfiança.
Dor que a tanto me afligiu.

Entrega-me a mão com um aceno.
Corre.
Chama-me.

E pulamos,
Eu e a felicidade.

Ela de branco,
Eu, dela.
Sorriso na cara,
Mãos dadas,

E eternidade ainda por vir.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Médias Mentiras


Ri de você
E tive pena,
É bem verdade.

Segredos seus, guardados à sete chaves,
Não revelados,
Mas descobertos.

Mentiras suas,
Não reveladas por mim,
Mas abraçadas ao meu rancor.

Fecho meus olhos,
Abrindo-os no momento certo.

Médias mentiras, parecem-me.

Mentiras que não sabes que sei.
Nem que senti.

Sem escândalo.
Sem dor.
Sem nada.

Apenas observo
Pegares a corda e te enforcares.

Apenas o silêncio.
Só guardo.
Só isso.

Até o momento certo,
So guardo.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Trágico Destino Musicado


Vamos ver até onde, então
Até onde vamos, ó menina ?

Até a ponte, paixão ?
Ou, quem sabe, só até a esquina.

Fácil, não é.
Paciência, dor, angústia, amor
Ou fé?

Ter não te tendo não me leva a crer,
Falso consolo, talvez,
Ou certamente falso poder.

Até onde, ó menina?
Minha menina.
Até onde?

E minha boca na tua, desfez-se,
Extinção do nosso desejo.
Maculado por nós e pelo medo.

E até onde, menina?
Até onde vamos?
Bem assim, como estamos ?!

Fé, até.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Fim do mundo


Acredito no mundo,
Não nas pessoas.

Pelo que vejo,
Pelo que sinto,
Pelo que choro.

Mundo belo, de fato.
Pessoas belas, idem.

Mendigos e executivos,
Comendo o pão amassado pelo diabo,
Endeusando meros pedaços de papel.

E suas crianças,
Elas também.
E sorriem, ainda sim,
Para, depois, não mais.

Planeta terminal.
Sociedade tôla.

Apenas observo,
Enquanto o cheiro de morte e tristeza pairam
E os lamentos de nada mais servem.

Mão erguida.
Polegar para baixo.

Acredito no mundo,
Não nas pessoas.
Planeta terminal.
Sociedade tôla.

Fim.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Sobre Marias


Maria,
Maria como tantas outras:
De choro, luta e ira.
Apenas vivia.

Necessidade, talvez.
Talvez opção.

Maria,
Concebida da sorte e da dor,
Alegria de olhos paternos,
Desejo de braços maternos,
(Sobre)Viveu antes mesmo de nascer.

Com seu sorriso de anjo,
E sua mente pura,
A tal Maria.

Maria,
Que de Deus tinha a piedade
E dos homens, a força,
Não pensava no futuro.
Mas, por ele, era pensada.

Sofria,
Calava.
E feliz por tão pouco.

Maria,
Que segurava minha mão,
Meu sorriso possuia.

Boa filha.
Boa irmã.
Boa esposa.
Boa mãe.

Maria,
Uma maria como tantas outras:
Vítima do acaso.

Apenas vivia,
A tal Maria.



*Dedicada à minha mãe e minha irmã, marias como tantas outras, que sofrem, lutam e sorriem.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Maturidade


Adultos se resolvem, afinal de contas...

Afinal de contas, são adultos.
Conhecem a verdade deles próprios,
Conhecem a diferença entre o sorrir e o chorar.

Vivem o mundo real.
Sonham o mundo perfeito.

Adultos se resolvem, afinal de contas...

Afinal de contas, preservam sua leis.
Respondem por seus atos,
Respondem, certos ou errados.

Crescem, gabando-se do poder que têm
Ou do que juram ter;
Da inteligência que têm;
Do respeito mútuo que guardam.

Adultos se resolvem, afinal de contas...

Há muito se resolvem,
Basta ver o céu, a vida, a riqueza, o amor.
Que mundo perfeito seria.

Adultos se resolvem,
Afinal de contas, são adultos.

Adultos felizes.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Rua dos Muros Decadentes


Eram tão somente detalhes...
Tudo aquilo.

Na rua, sigo só.
Apoiando-me em muros sujos,
Surrados, tanto quanto eu.

Envelhecidos pelo tempo,
Tanto quanto eu.

A vida,
A alegria,
As pessoas,
Tão somente detalhes.

Detalhes os quais nao aprendi a lidar.

Em meu suspiro,
Palavras indecifráveis a mim mesmo.
Fosse tristeza ou dor, talvez,
Ou remorso e raiva.

A vida segue irônica.
E eu, apenas lamento...

As pessoas seguem boas e más.
Eu, como elas, defendo-me de bondades e maldades,
Como bondades e maldades.

E a alegria,
Só um detalhe...

Suja como estes muros decadentes,
Como minha alma,
Como todos que me rodeiam.

Como meu destino.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Breviedade


Um dia cansarei.

Os sussuros doces em teus ouvidos;
Sorrisos bobos em meu rosto;
Abraços trocados pelo frio.

Quem, assim, contenta-se com o pouco que resta(?).

Sem dor.
Sem raiva.
Apenas o pouco, muito pouco, talvez.

Culpa minha por querer te conhecer por inteiro.
Conheci mais do que devia,
Ou mais do que suportaria.

Das tuas palavras, teus atos,
Teus sim e não,
Ficam-me dúvidas de um amanhã confuso.

Não sei quando,
Só os porquês.
Mas, um dia, querida moça de olhos tristes,
Talvez te dê meu último sussurro,
Último sorriso.

E um dia, quem sabe,
O pouco que resta será, de fato, muito pouco.

Um dia cansarei.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

In Prosa: Quanto dura um 'Para Sempre'?


Quanto tempo dura o "para sempre"? Acordei pensando nisso. Pode ser estranho, mas foi.
Ouvir de uma pessoa que 'seremos amigos pra sempre', ou de outra que irá 'nos amar pra sempre', talvez seja só mais uma das tantas frases hiperbólicas que constumamos ouvir no dia-a-dia. Claro, obviamente e, até, naturalmente, sabemos que um "para sempre" nunca irá existir de fato. Mesmo que nosso cérebro teime em se iludir, um dia algo acontece, um dia o "para sempre acaba", como diria Renato Russo.

Talvez, eu seja bem suspeito em falar ou mesmo, criticar quem fala isso. Já disse a amigos que nossa amizade nunca acabaria; já "amei para sempre" uma pessoa durante curtos 19 meses e, agora, cá estou, falando de "para sempres". Ironias da vida... Sei lá... O fato é que, racionalmente falando, um "para sempre" não tem uma vida tão longa quanto a impressão que nos dá.
"Para sempre" é apenas um tempo criado pela nossa parte sentimental - geralmente o amor - que, em realidade, apenas significa "enquanto eu/você/nós puder/pudermos ou quiser/quisermos.

Resumidamente, é isso (ou pelo menos é o que me vem à cabeça).
Contudo, o mais irônico não é simplesmente o significado real dessas palavras, mas a força que elas exercem sobre nós.

Eu sempre saberei que o "para sempre" é só uma utopia. Porém, também sei que ainda vou falar/ouvir muitas vezes mais no decorrer da minha vida. Isso é bom ou mal, pois, como tudo na vida, depende só e somente só, das circunstâncias.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Crônico Distanciamento


Realmente, não sei.

Nosso cheiro,
Nossas mãos,
Nossos rostos e corpos.

Juntos e separados.
Distante dos padrões aos quais me acostumei,
Diferente das vidas que tive.

Triste, talvez.

Ou tristeza não fosse a palavra do momento.
Quem sabe, só uma modinha casual.

Longe que fomos,
Longe a ponto de não mais nos sentirmos,
Não mais nos desejarmos,
(ou, até, não mais nos querermos)
Ainda que frente a frente.

Dor que existe.
Dor que de tanto doer, não dói.

Amor, parece-me.

Ou amor não fosse a palavra do momento.
Quem sabe só uma modinha casual.

(Seguem meus lábios procurando os seus,
Sem sucesso, porém.)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Pós-sono


Falava de sonhos enquanto dormia.

A menina de rosto pálido
Olhos ausentes,
Sorriso constante.

Sonhava, falava, sorria.
Dormia.

Juntava as mãos frente ao peito,
Agradecendo à vida,
Falando com Deus, em cada segundo de seu sono.

Ao redor,
Flores murchavam,
Deixando seu aroma em cada porção do cômodo.

Bela menina pálida.
Bela foto de seu passado não tão pálido.

Olhos fechados.
Um sorriso.Adicionar vídeo
Palavras com Deus.
Sonhos.

E uma inocente jovem
Num inocente dia,
Juntava as mãos ao peito.

E falava de sonhos.

E dormia
[Enquanto cânticos ressoavam em desarmonia].

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Fria Verdade ou Versos ao Inalcançável


Vai-se, o calor.

Eu,
Assistindo ao triste fim da última chama
Que queima e se esvai lentamente,
Para que eu morra aos poucos, talvez.

Mãos frias,
Corpo em choque.

Próxima a mim, ela vai sumindo.
Protegida de meu desejo - que me maltrata,
Minha cobiça em tê-la,
Perpetuá-la como minha.

Respiração ofegante,
Contentando-se com o pouco que sobrou:

A dor, o frio,
E a inexistência da certeza.

Vão-se, o calor,
O brilho,
Presos em seu escudo de gelo que teima em não derreter.

Meus olhos se fechando.

Vão-se a esperança, o desejo.
Vai-se a última chama.
Inacessível a minha vontade.

"Adeus" - disse-me.
E se foi.

P/ Refletir #28

"Now, it's just another one of those days
So, tell me what happens next?
Its out of my hands, i guess
I just don't know what to believe
Why don't you tell me to believe
Why did you let me leave?
It's not the way it's gotta be
What's wrong with me?
Why don't you tell me to believe?
Why did you let me leave?
Is that the way this has to be?"


Fragmento da música 'Cinderella Story', do Plain White T's ~~> http://www.youtube.com/watch?v=LQtAdg3RefE&feature=player_embedded

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Zumbi


I don't understand...

Esse vazio,
Esse sorriso falso tomando conta de meus lábios,
Essa dor, perpertuada na ausência de minha força.

Caminhando meramente por caminhar,
Roboticamente,
Como se tudo fosse só mais uma rotina constante,
Imutável, intragável, indigesta.

No sé...

Do impossível que me vem à cabeça,
Que me rouba a certeza,
Faz-me minúsculo frente aos outros.

Incompreensível ao mundo
E a mim mesmo.

Vagando dia e noite.

Não compreendo.
Não sei.

Não vivo.

I'm dead.
Estoy muerto.

Fim.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Dupla dor ou Morte súbita


Apenas observo à guerra dos desconhecidos.

Infeliz tragédia
Daqueles que se agridem indiretamente.

Bombas, tiros, sangue
- O meu, arremessado a metros de meu corpo,
Corpo estripado por palavras.

Doces e dolorosas ironias,
Pessoas monocromáticas,
E motivos banais.

Olha-me,
Riem,
Choram.

Sepultam em meu peito,
Punhal, angústia e desavença,
Cada qual em seu lugar.

Meu norte e meu sul,
Num duelo de perdedores

Lenço branco e chão sujo.
Sento-me.
Olho uma vez mais.

Calo-me.

Lamento.
Desprezo.

Razão ausente,
Fim iminente.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Separação


Eu mudei.
Tu mudaste.

Cá estamos.

E a vida, o beijo, o coração ?
E o amor ?
Onde os prendemos ?
Ou os soltamos ?

Tudo soasse belo,
Não fosse o momento ou a dor
Ou a saudade.

Bobo q fui em t querer mudar,
Em me querer mudar.
Em te ver sair e fechar a porta.

Cá estamos.

Desacreditando em bons presságios,
Sucumbindo em meio ao frio da solidão,
Por orgulho ou medo.

Caminhando.
Mãos atadas à beira do precipício.

E numa outra vez,
Quem sabe,
Ligue a luz.

- Acorde-me quando voltar
(Se voltar).

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

ContraTempo


Tanto tempo, não tenho.

Tempo para viver,
Ver o belo e o feio tão tragicamente, por vezes,
Deliciar-se com o pouco que tenho, até.

O mundo correndo na janela.
Selva, mar, gente
E o pouco que passou,

Que passou e eu nem vi.

Pobre coitado que se odeia,
Entregue à sorte e à banalidade.
Eu, como a mais ninguém.

Sem tempo.
Sem riso.
Sem cor.

Fecho as cortinas, em revolta.
Nada quero ver.

Tanto tempo que não tenho,
Apenas um pouco até o fim chegar.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Suplício Descomunal


Um último sorriso forçado.
Resquício de esperança, talvez.

Tôla e pobre esperança
Que de tempos atrás me deixava controlar,
Controla-te à ti mesmo!

Esta, que de escudo serviu à dor,
Desta, a qual enfraqueço,
Ou a qual pertenço,
Em mim, torna a unir-se.

Lamento constante que me aflige,
Tira de mim todo o conforto
Toda alegria há tanto desejada.

Dúvidas se dissociam até sumirem.
Verdades se sobressaem.

Passos aleatórios caminham para lugar algum.

Sob tempestades, com dificudade e temor do amanhã,
Resta-me viver.

domingo, 26 de setembro de 2010

Frutos verdes em noite negras


Noite de frio,
De corpos quentes e corações gélidos.

E nervos à flor da pele.

A brisa que movimenta os cabelos da menina
Também toca mãos sórdidas que os assanham.

Pobres jovens,
Sem suas auréolas e asas.
Sem pureza alguma.

A areia, cegando-lhes os olhos,
O desejo, corrompendo-lhes o caráter,
E a culpa, fugindo de sua mãos...

Jovens,
Pobres jovens.
Apenas frutos verdes, presos numa eterna árvore familiar.

Ingênuos,
Irresponsáveis
Inconseqüentes.

Derretem seu frio externo.
Esfriam seu alma.

Pecam por impulso,
Jurando inocência.

domingo, 19 de setembro de 2010

Temporal dos 10 minutos ou 10 segundos


Nada mais a pensar.

Lembrança que se vai como um temporal desarmônico
E destrói tudo que encontra,
Até ser devorado por si mesmo.

Eu, do centro do mundo,
Observo a atmosfera mudar exaustivamente,
Em velocidade inconstante,
E se resumir a vazios diferentes e indiferentes.

Meus lábios secam.
Meus olhos secam.
Meu coração seca.

Contemplo a vastidão de nada na qual tudo se transformara.

Misturo-me àquilo.
Viro também nada.

Passam 10 segundos
10 minutos.

Nada mais a pensar.
Nada mais a falar.
Nada mais a ouvir.

Nada.
Mais nada.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Movimento Espelho


A noite de teus olhos se refletiu sobre os meus.
Não por mero acaso,
Só continuidade.

teu rosto sério envelhencendo.
E os cacos, partindo com o vento.

Vento que me leva junto, seja lá para onde.

Destrua a mim e destrói a ti mesmo,
Como a lágrima que cai de meus olhos, caindo dos teus.

Não fora (mais) a tristeza,
Tampouco a ódio,
Foram teus atos.

Mínimos e impensados que foram.

E agora,
Eis que sou teu próprio reflexo.

De teus medos,
Tuas iras,
E dores.

Quem sabe até, mais distorcido.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Isolamento


Carente, estou.
Admito.

De mais beijos,
Abraços,
Ou de músicas q entoem meu amor por ti
E, quem sabe, também o teu por mim.

Não choro
Por não querer.
Por não mais acreditar que deva, por tão pouco.

Modifico-me;
Aceito-te;
E nos beijamos uma vez mais,
Mas não como antes, ou quanto antes.

Beijamos-nos, talvez, por mero acaso
Ou em um 'até logo' constante.

Eu que reclamo e que te reclamo.
Você que reclama ou que, de mim, reclama.
Terminamos por não clamar nada.

E seguimos no frio.
Frio ardido,
Sem calor algum.

E por não te ter por completo,
Envolvo-me.

Outras em meus olhos,
Mas só você em minha mente.

Só em minha mente.


E morro em mim,
Não você.

Não em você.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Luto


E naquele instante,
Meus olhos temiam se abrir
Teimavam também, entretanto.

Luzes me cegando.
Ou só as piadas cruéis do mundo, novamente sobre mim.

No medo e na dúvida,
Agarrei-me por falta de opções,
Que eu mesmo não me dava.

Um mão sinalizava um 'adeus';
Uma boca expulsava um 'não';
Enquanto a dor corria de encontro a mim.

Talvez meu corpo não estivesse morto,
Somente minha alma.

Tão escura quanto a vida.

E nem mesmo o dourado raiar do sol tornou o dia menos cinzento.

- Veio a dor e levou-me embora.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Relativa lentidão


Anos, passando...

Uma girada de ponteiros a mais
Para constar.

Meus pés, cansando do pouco que passou,
Caminhando meramente por caminhar,
Na busca por um refúgio, talvez.

Um descanso às horas difíceis.

Eu, que tanto pensava,
Planejava.
Não agia.

Agora, o receio.

E tudo assim,
Segue devagar.
Tudo passa devagar.

Menos a alegria.
Menos aquele singelo suspiro de realização.

Meu rosto de encontro ao obstáculo.
Ou seria minha vida ?

Tédio,
Cansaço,
E um sem números de perguntas.

Caminho num mar de dúvidas.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Ventríloquo


Talvez, muito tenho te amado

E tenho te amado tanto
Que meu sorriso não fosse mais meu sorriso
Não me importasse tanto quanto antes
E fosse tão somente teu.

Como minhas danças,
Minhas falas,
Meu fogo,
Que de ti dependem.

E tenho te amado tanto
Que o tempo já passa sem que eu note.

Jogava-me num canto.
Esperava um sinal positivo
Ou qualquer mínimo gesto teu, quem sabe.

E tenho te amado tanto,
Tanto que talvez tenha esquecido de mim mesmo,
Do meu querer,
Meus sonhos e certezas.

Vivendo sempre e somente por ti.

E talvez tenho amado tanto,
Tanto que devesse me amar também.

Um pouco de vida própria, talvez.
Ou uns momentos de felicidade.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Renovo


Volta-me, a fé.

De mãos juntas
E olhos fechados, quem sabe.

Ameniza minha dor;
Meu medo de tudo;
E a insegurança, até.

Cá está o sorriso,
Ausente, em outros tempos,
Perdido em meio às catástrofes da mente.

O bem e o mal seguem relativos.
Também, o Gênesis e o Apocalipse.

Volta-me, a fé.
Povoa o subconsciente.

Aproveito melhor meu dia.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Mute


Bate, a porta.

Desfaz-se o silêncio, outrora perpétuo.

Humanos acordando para a realidade,
Quem sabe ñ tão real assim.

E eu, humano, ñ tão real assim,
Desejando um ou outro sonho,
D fácil realização.

Portas se abrem.
Portas se fecham.

Para mim,
Sempre entreaberta.
Na dúvida entre um sim ou um ñ.

E sem os sons do mundo por ñ querer.

Bate, a porta.
Deito-me.
Durmo.


Silêncio q impera.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Descasal


Soh mais uma história d amor como tantas outras...

D tantos beijos, abraços, abraços, beijos.
Pausas.
Ciúmes.

E uma ou outra briga d 10 minutos,
10 horas,
Ou 10 dias.

Ele e ela.
Ele ou ela.
Ele.
Ela.

Dizendo do q o amor eh feito
Ou do q o amor resiste.

Nem tanto, quem sabe.

Fotos.
Sorrisos.

E frases d efeito em dias alternados.

Passa o tempo,
Cai a lágrima,
O amor, talvez.

Bem-me-quer,
Mal-me-quer.

Ateh q as mãos se juntem
Ou se separem d uma vez por todas.

domingo, 8 de agosto de 2010

Reticente interrogativa


Cansado, estou,
D tantas regras impostas,

Dos atos,
Fatos,
E questões do mundo.

Tb, d vc
(Ou dos teus sinais, ditando meu ritmo).

Vírgulas pausando minhas decisões,
Pontos finalizando meus objetivos.
E reticências...

Deixando vago td o sentido da vida.

Abro parênteses para melhor me conhecer.
E aspas, para tentar refletir sobre td.

Confusas palavras, as minhas,
Ñ d hj.
Sempre.

Ou desde aquele sábado estranho.

Talvez, minta sobre mim,
Mais para me proteger da dor
Do q t lesar.

Mas, do q são feitos os homens senão d mentiras grandes ou pequenas ?

Exclamo.
Parêteses novamente.

Olho-t.
Interrogação.
E ponto.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Atemporal


Quis t conhecer,
Pouco mais do q os dias jah vividos.

Do silêncio ao som d discussões.

Pousa em mim,
O desconforto.

Desejando t observar menos,
Reparar menos em teus detalhes,
Teus defeitos,
Teus delitos.

Fazê-los ateh insignificantes.

Quis.
Quis mto, mas ñ pude.

Mal destino,
Talvez.

Lamentos de presença constante.
Sem choro,
Ou qlqr outra expressão.

Soh uma última esperança.

Um último fragmento de tempo,
Em meio a tantos outros, antes falhos.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Tempestade ou Afluente do Rio Solidão


Chuva q lava meus olhos,
Leva consigo td a pureza e inocência
Há pouco conseguida.

Escorre corpo abaixo,
Percorre força,
Fraqueza,
Medo.

O desespero segurando as mãos, sujas.

Os pés caminhando por necessidade.

Exausto,
Procurando vestígios d ar,
Em meio à água,
Torno a esquecer d td.

Cai, a chuva.

Lava meus olhos,
Leva consigo a pureza,
Limpando minha mente,
Louca, antes.

Pouco depois,

Luto.

(Cah estou, afogado em meus próprios sonho.)

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Kamikaze


Sem entender,
Vou.

Voo, ateh msm sem saber voar,
E ateh ond ateh o vento ñ saiba

Vou,
Sem tanta pressa e emoção,
Como quem ñ voa pela primeira vez.

Fez d mim, posse
A leveza,
À direcionar-me por nortes desconhecidos.

Vôo q difere dos outros por capricho,
Pássaros em direção contrária...

E,
Ateh q, dos pontos cardeais ñ sobrar nenhum

Um minuto de descanso.

Sem entender nd,
Vou.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Oposição ou Versos do Iminente Fim


Meu lindo amor, ñ fosse mais tão lindo...

Ñ trouxesse tanta alegria em seu sorriso,
Ou desejo em seus lábios,
Q me interessasse como em dias atrás.

E ñ gritasse tanto
A ponto d se fazer ouvir.

Convencer d q td fosse belo, talvez.

Meu lindo amor, ñ fosse mais tão amor...

Ñ me causasse delírios,
Nem me fizesse querer me perder em seu calor,
Q antes, tanto castigava meu frio.

E nem ao menos querer d volta seus braços,
Algumas vezes ausentes,
Qnd mais se faziam necessários.

E meu lindo amor, ñ era mais um amor lindo,
Fosse soh um sonho d uma noite passada qlqr,

Depois d uns dias dormentes ou entristecidos.

Viramo-nos,
Cada um a um lado,

Seguimos.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Pegadas


Pegadas na areia,
D qnd caminhava sozinho,
À procura d alguém,
Qlqr um q me lembrasse o qnt eh bom ver as ondas quebrarem

E ver o azul do céu e do mar se fundirem num soh.

Pegadas na areia,
Sumindo com a ação do tempo,
Apagando-se aos poucos
Por pessoas, ventos,

Ou tão somente por mim msm.

Então,
Eis q me esticam as mãos,
Uma, duas, dezenas d pessoas.

Sorriem para mim.
Abraçam-me.
Contam-me seus segredos.


Eu,
Por surpresa ou felicidade,
Sorrio d volta.
Abraço.
E tb conto segredos...

Pessoas q vêm e vão,
Outras q ficam...

Vejo pegadas na areia,
Não somente minhas...

Meus amigos.

Amando-me
e por mim sendo amados.

sábado, 17 de julho de 2010

P/ Refletir #27

"Se algum dia lhe disserem que
Fui embora sem mencionar seu nome
Acredite!
Pois cansei, de esperar, por alguém
Que sei que não virá!

Joguei suas coisas fora
Tudo que escrevi por você
Peguei meu rumo "embora"
Para tentar esquecer
Dos dias difíceis
E noites que não dormi
Lembranças que fizeram
Minha alma se ferir ..."


Fragmento da música 'Eu não pertenço à você', do grupo Reação em Cadeia ~~~~> http://www.youtube.com/watch?v=fZKROlg-M8M


segunda-feira, 12 de julho de 2010

365 dias e mais algumas horas depois


E depois d td,
Vejo o quão insignificante eh o tempo.

Peculiar ñ fosse a palavra certa,
Soh mais uma
Para chamar atenção às minhas dúvidas.

Td q passa e ñ se sente,
Carros, vidas, fatos
Ou qlqr coisa q outros achem importante

Páginas d um livro em branco.
Dias se passando sem nd.

No início,
Risadas d euforia e timidez,
Corpos exalando calor e desejo.

Metade se passou.
Meio sim, meio não.

E no fim,
Talvez ñ haverá d sobrar nd.

365 dias depois.

Sem bjs,
Carinhos,
Palavras.

Soh a constante sensação d insignificância.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Gélida


Toco este chão frio por opção.

Esfriar, quem sab,
Meu quente eu.

Caminhando,
Cego aos indícios d uma possível esperança,
Restrinjindo a acreditar tão somente em mim msm.

No primeiro dia,
Após o recomeço.

Fogo consumindo meus olhos,
Ardendo meu antigo desejo d mudança,
Singelo, puro e agora,

Falha.

As horas me vêem como inimigo.
E os dias,
Como sobrevivente do descaso d quem admiro.

Trsite realidade.

Frio chão
Congelante ao meu exterior.

Esfria mas ñ me mata.

domingo, 4 de julho de 2010

Quem sou eu


Talvez ñ seja bom o suficiente para me auto-descrever;
Dizer o qnt sou bom em alguma coisa ou mau em outra.

Talvez ateh o próprio mundo ñ saiba d mim o suficiente
Para apontar pq tenho tal virtude ou me falta qlqr outra.

As pessoas q pude conhecer, os fatos q vivenciei, sejam felizes ou ñ, fizeram-me o q sou.

Uma incógnita.

Alguém q nunk estah satisfeito com nd.
Q mtas vezes ñ sab qnd parar.
Alguém q sofre por motivos fúteis. Ou q alegra-se com o mínimo gesto.

Alguém q se deixou levar por sentimentos.
E q, tantas outras vezes,
Estes lhe faltaram.

Alguém q procurou e procura aprender um pouco com kd dia.
Alguém q falha.
E q pode servir d espelho.

Talvez ñ seja bom o suficiente para mostrar se a vida vale a pena ou ñ,
Mas, com certeza, posso assegurar q ñ custa tentar.

Sem ter medo dos erros q porventura possam ocorrer.

Saber o pq das coisas nem sempre se faz necessário.
Absorver ensinamentos e aproveitar o tempo q ainda nos resta, sim.

A perfeição ñ existe.

A vida eh soh um conjunto d escolhas certas e erradas.

Acertando ou errando, cabe a mim (ou qlqr outra pessoa), tentar crescer.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Sobre o amor, a guerra, e um coração destruído


Cegaste,
Diante do óbvio.

Palavras se associaram às guerras;
Olhares tornando-se canhões d ódio e rancor.

Da sua boca,
Tiros matando minha alma.
Enquanto no coração,
Mantem-se em teu escudo d orgulho.

E no amor
Como na guerra,

Sem tantos vencedores.
Sem tantas vidas felizes.

Dor,
Amargura,
Depressão.

E,
Msm com a obviedade d minha estratégia,
Perdeste a batalha.

No amor e na guerra,

Vitórias soh surgem após inúmeras derrotas,
Lágrimas
E desespero.

[Levanto-me e novamente me metralhas.]

domingo, 27 de junho de 2010

Na Terra do Caos


Amanheceu
Uma outra vez, na Terra do Caos.

Ñ se ouvem pássaros,
Ñ por ñ existirem,
Mas por jah terem desistido d seu canto.

O sol, antes meu aliado,
Hj, ñ me tem serventia,
Ñ me aquece qnt antes.

Sigo gélido,
Frio, frente ao deserto da minha vida.

Amanheceu
Uma outra vez, na Terra do Caos.

Procuro a luz.
Ñ com tanta esperança,
Nem tanto desejo.
Mas automatizado pelo instinto.

Vozes insistem em se ausentar.

Eu, à procura do desconhecido,
Percorrendo uma semi-reta.
Desviando d falsas curvas.

E continuo em frente.

Amanheceu
Como tantas outras vezes, na Terra do Caos.

E enquanto isso,
Olho para o escuro por trás d mim

(Jurando poder saber o se perdeu).

sábado, 26 de junho de 2010

Sobre o velho tédio, as velhas pessoas e o novo eu


Soh mais uma manhã chata.

Os mesmos cheiros,
Mesmos fatos
E atos.

Aquele velho reflexo do espelho.
Cara conhecida d mim.

- O velho eu.

Soh mais uma manhã para se pensar no q poderia mudar.
Pensar nos velhos defeitos,
Nas mesmas pessoas entediantes...

Talvez se elas mudassem por mim.
Ñ mais eu, por elas.

Talvez, soh talvez,
Eu ñ achasse td, assim,
Chato,
Entediante,

Velho.

Manhã chata,
Velhos rostos,
Velhos fatos,
Atos,
Sonhos,

E um último gole d café.

Talvez eles ñ precisem mudar por mim.
Talvez eu tb ñ precise mudar por eles.

Talvez seja soh uma sensação ruim.

Passageira,
Desde q eu a considere, tb,
Velha, entediante

E ultrapassada.
 
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