Flor vermelha a secar em solo árido;
Despedaça a si mesma,
E pétalas d'um jovem pobre coração.
Sangra o vermelho púrpura,
Aquele antes belo enfeite de jardim,
Antes símbolo e sentido de vida.
Murcha como sorriso falso em dia triste;
Pisoteada como esperança de amores falhos.
E a felicidade,
Esta de outrora, provisoriamente, omitida;
Brinca de esconder;
De não existir.
Semeia a dor um tanto a mais.
Despedaça a pobre flor,
Esgota, quase, seu perfume.
Seca, morre, desprende-se de mim.
Sangra pétala, amor e dor.
Suspira, então, uma vez;
Insiste em gotículas d'água.
Colore ainda o chão tão antes monocromático, batido,
Abatido.
Vive seu último e mais forte cheiro.
Entrega-se ao vento e à sorte.